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Rede de supermercados e fornecedores reforçam ações sustentáveis

08/11/2013
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Segundo a rede varejista, o programa Sustentabilidade Ponta a Ponta impediu, desde 2010, a emissão de 4.291 toneladas de CO2 O Walmart Brasil lançou ontem em São Paulo a terceira edição do programa Sustentabilidade de Ponta a Ponta, para apresentar os novos produtos que estarão nas gôndolas das lojas da rede a partir de hoje. O programa é uma iniciativa da rede varejista junto com seus fornecedores parceiros (indústria) para o desenvolvimento de produtos com diferenciais de sustentabilidade. Participaram do evento presidentes e executivos de empresas como JBS, Unilever, Grandene e Palmolive, entre outras. ?Consumir mais vai gerar mais impacto no meio ambiente? Não, se nós conseguirmos reduzir o impacto dos produtos. As empresas que não cuidarem do meio ambiente não vão sobreviver?, afirmou o presidente do Walmart Brasil, Guilherme Loureiro. ?Aqueles que fizerem o que a gente entende como correto, vão ter privilégios nas nossas lojas?, afirmou ainda. Segundo a vice-presidente de Sustentabilidade do Walmart Brasil, Daniela de Fiori, os produtos escolhidos para integrar o programa Sustentabilidade de Ponta a Ponta foram aqueles com maior impacto sobre o meio ambiente em sua cadeia produtiva e as empresas foram eleitas por já trabalharem a questão da sustentabilidade. ?Não consigo falar com o consumidor sobre melhorar o produto se não avaliar a cadeia de ponta a ponta?, afirmou. De acordo com o Walmart, 29 empresas participam do programa, com 41 produtos. Segundo os dados divulgados, o programa impediu, desde 2010, a emissão de 4.291 toneladas de CO2, deu destinação correta a 1.340 toneladas de resíduos, reduziu o consumo de combustível em 290 mil litros, o de eletrecidade em 19.883 Gwh e economizou ainda 745 mil m3 de água. A executiva apresentou números que mostram o bom desempenho comercial dos produtos que integram o programa. As empresas que participam do projeto representam 21% das vendas do Walmart no Brasil. Os produtos que integram o programa tiveram um aumento de 43% nas vendas desde o início da ação. De acordo com Daniela, a questão principal é garantir a rastreabilidade dos produtos. ?Nós não conseguíamos dizer com certeza se era ou não era sustentável?, disse ela. Durante o evento, o representante de cada empresa falou dos novos produtos e das questões envolvidas na implantação das práticas sustentáveis. Nenhuma das empresas quis revelar quanto está investindo no programa. Segundo o diretor industrial da Embalixo, Eder Bortoleto Junior, o investimento para o desenvolvimento de seu novo produto foi apenas de ?horas trabalhadas?. As práticas ambientalmente corretas também podem gerar economia para as empresas ? já que se economizam insumos como combustível, energia e água. ?O preço só pode diminuir. Dentro da empresa, nós queremos oferecer produtos diferenciados a quem pode pagar por isso, porém nós acreditamos que a sustentabilidade tem de ser para todos. Se ele conseguir fazer uma melhoria, tem de fazer pelo mesmo preço. É isso que vai tornar o projeto de fato sustentável?, afirmou Daniela. O gerente de sustentabilidade da Itambé, Maurício Petenusso, afirmou que os ganhos com os projetos vão muito além do que se pode mensurar financeiramente. ?Mas, para dar um número, nós, com dois projetos, conseguimos uma economia de R$ 1,5 milhão por ano, descontado o investimento. Isso é produto de uma evolução da gestão para a sustentabilidade. Num primeiro momento, a proposta é o fim de tudo, tratar, dar uma destinação adequada. No segundo momento, se fala de uma ecoeficiência, reduzir consumo de água, de energia, tornar o processo mais eficiente. No terceiro estágio da evolução, você chega ao que traz essas 18 empresas para cá, pensar muito além de dentro da fábrica, de dentro da indústria. É pensar no seu produto pós-indústria e antes de chegar na indústria, pensando na matéria-prima?, relata. Veículo: Jornal do Comércio ? RS

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